segunda-feira, 26 de abril de 2010

Eu sou casada e daí?

Parece-me que a palavra casamento é um palavrão por aí. Eu já li e reli inumeras vezes discursos pós feministas modernistas de todas as correntes, sobre os cohtras do casamento como símbolo máximo do patriarcado. Bom...como tudo na vida, depende do ponto de vista.Quando eu falei para algumas pessoas a mim intimas e que admiro muitíssimo e que tb escrevem pela net, q eu havia finalmente me juntado com o namorado e constitui o laço do casamento/amaziamento/ajuntamento...eu ouvi o sonoro: lamento por vc! E o que eu fiz? Eu ri,oras! Apesar de achar muito assustador ver que a opinião radical sobre determinados assuntos cotidianos permeia o mundo feminino atual. Mas como eu disse, tudo depende do ponto de vista.

Creio que o problema não está no casamento em si, está na forma como se encara o dividir um teto e tudo o que vem com isso. Encarando positivamente, há um acréscimo na vida, uma maturidade de situações/comportamento e um saber de si mesmo como ser que divida o espaço/vida com outro ser que Tb divide o espaço/vida. Não se pode colocar o casamento mais como nos tempos de nossas avós ou mães, não cabe mais no século 21 o dar o coração e esperar que o outro cuide dele. O coração/corpo/mente é nosso e unicamente nosso. As divisões internas, os medos, as angustias,as idéias e as milhares de coisas que temos dentro de nós são nossas e não é papel do outro governar/controlar tudo isso. Há que se ter um parceiro numa relação de cooperação mútua onde as partes não têm expectativas de perdas, ganhos e barganhas. Independência emocional , clareza de sentimentos e respeito para consigo e o outro.

Casamos do jeito que a pós modernidade permite: sem cerimônia pq a grana da cerimônia investimos na casa da minha mãe que tem 80 anos e não pode se virar tão bem sozinha. Vamos oficiar a relação num casamento de “papel passado” por comum acordo e por devoção a Hera que tanto nos ajudou quando mais precisamos (inclusive coragem a esta que escreve em assumir uma relação. Além dos comes e bebes restrito a algumas pessoas.

E o complexo de Cinderela onde fica? Olha, eu sinceramente não sei falar sobre isso porque jamais sonhei, idealizei casar-me. Até 5 anos atrás eu era completamente sozinha e solta no mundo e estava bem com minhas angustias e fantasmas de uma humanidade comum. Sempre passei muito tempo envolvida comigo mesma e meu mundo interno e lá não existia esse complexo e tudo que o envolve, logo não posso opinar sobre isso.Tive umas duas ou três tentativas de felicidade frustrada por minhas manias, falta de paciência na conquista e tudo o que isso engloba. Não sou um bom exemplo.

Minha mãe teve um casamento que durou até a morte do meu pai, foram 53 anos. Ela é do tempo em que casar e parar de trabalhar era a coisa mais normal do mundo e na mente dela está tudo bem e no seu lugar. Não tenho o direito de olhar o que ela viver sob um prima feminista ou sei lá o que. Dentro do era proposta a felicidade, ela se deu muito bem. Acho uma cretinice olhar o passado com os olhos do presente e colocar valores/julgamentos ali. Obviamente exceções àquelas regras existiram e é por causa delas que estamos aqui hoje mas, mesmo assim, não julgo minha mãe e minhas tias, não dá para mensurar a felicidade destas ou daquelas mulheres de 50 anos ou mais. Eu só sei do hoje e de mim, acreditando sempre que a terceira onda  feminista está mais do que aí, nos dando a liberdade de escolha.

E ainda bem!

8 comentários:

Helene Priscilla {Ἑλένη Καλλιοπη Ελευθέριος} disse...

Eu sonho em me casar, e daí eu digo.
Bom é fazer o que queremos e não o que outros acham certo.
=D

Iony disse...

Isso!! Fazer o q queremos, como queremos , plenas em nós mesmas!Isso é liberdade!! =)

Nana Odara disse...

Felicidades aos noivos...
kkkkkkkkkkkkkkkk...
nao sou radical embora pareça,
eu mesma quase cai, digo, casei tbm...
mas preferi ficar só, do q mal acompanhada...
talvez eu seja a mais sonhadora de todas pq meu "amor" exige certos luxos... kkkkkkk...
Enfim, enquanto vc se casa, outra amiga chora as pitangas da separação... é a vida... são as mulheres... em transição como nós...
Que a Deusa abençoe a sua união, e q ela seja um exemplo do casamento iniciático, do casamento sagrado, da harmonia entre os polos opostos complementares...
Ah, e eu quero comer casadinhos...

Iony disse...

Vai ter casadinhos Nana Banana!!Eu ganhei de uma amiga q trabalha num bufett! e acho q é só isso de tradicional q vci ter, pq é gostoso pra caralho!hahahaah

Qdo a cerimonia rolar, aviso com antecedencia e vc vem!eeeeeeeeeee

Olivia Frade Zambone disse...

as pessoas têm aquela ideia de que casar é vc ir na igreja celebrar, ouvir q a mulher deve seguir o homem, na saúde e na doença, etc etc. Casar é antes de tudo unir ideais num objetivo comum. Acho tão bonito ver uniões, sejam elas quais forem, que nunca me incomodei com a palavra casamento. Parece q virou demodé né. Demodé é não expressar os seus sentimentos e tentar ser igual aos outros só pra não se sentir rejeitada. beijos

Olivia Frade Zambone disse...

ah, adorei seu blog! beijos

Iony disse...

Oi Olivia!!! Obrigada por vir aqui no meu cantinho! Pois é menina, percebo uma onda meio xiita em alguns discirsos...mas liberdade de expressão né?

Bjos !

Gûyratinga disse...

Iony,

Apoiada! Acho que depois de termos lutado, como mulheres, para demolir certos padrões, temos o direito de tentar reconstruir as velhas relações de uma forma nova e mais equilibrada.

E sempre penso que, como mulheres hoje, temos o direito de decidir quais as relações que não queremos, mas também temos que ter o direito de nos decidir pelas relações que queremos!

Eu sou "ajuntada" e digo que boa parte do meu crescimento individual veio justamente da construção de uma relação de parceria, e do enfrentamento das dificuldades e desafios que vêm dessa construção.

Boa sorte a todas nós!