quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tolerar ou Amar?


Nós nascemos para amar mas não somos feitos apenas de amor. E eu nem sei dizer se o amor é um objetivo que direciona nossa vida. Acho que formatar as coisas assim seria limitar demais...sei lá. Mas eu, euzinha, acredito no amor. Porém quando se fala em amor, já imaginamos pessoas fofas, felizes, brilhantes como em propaganda de margarina! Eu não sou assim. Aliás, acho que nenhum capricorniano que se preze é assim! Rsrs

Há por aí uma crença feminina, feminista ou sei lá o que, sobre  todas as mulheres deverem se amar. Posto isso outro dia, numa conversa ato mas reflexiva, uma amiga me diz a seguinte frase: “eu reconheço que algumas mulheres são filhas da Deusa tanto qto eu, mas não quer dizer que tenho que amá-las incondicionalmente”. Bom, aí eu fiquei refletindo sobre isso um bom tempo. É...eu concordo. Acho muito vago eu amar alguém só pq veio do mesmo lugar que eu, ou gosta do mesmo que eu, etc. Obviamente isso aproxima as pessoas, mas daí a ser um amor incondicional... num sei não. Eu não acredito em amor incondicional. A vida é feita de relações de troca ou seja, sempre há uma condição mínima, besta, quase invisível as vezes. Eu não acredito que eu tenha que amar todo mundo. Quisera eu ser iluminada a esse ponto. Simplesmente sou humana e não sonho em chegar nesta vida a tal ponto de magnitude!

Acho que podemos sim fazer um trabalho micro dentro do macrocosmos para a cura feminina, buscando a Leldade Feminina para aí sim conseguirmos nos amarmos. Precisamos nos esclarecermos como indivíduos para podermos agir no coletivo e não o inverso. Parece-me que em alguns pensares há essa condição de que só amando umas as outras incondicionalmente é que atingiremos o objetivo X. Eu vejo que só eu me amando e sendo sincera comigo , com o que penso e com meus ideais é que posso passar para o próximo passo que é atuar e aceitar o coletivo ao meu redor.
 
Eu sempre digo: se vc não gosta de alguém, levante e vá embora ou no mínimo dê o seu recado e saia. Não somos obrigados a concordar com ninguém, assim como ninguém é obrigado a concordar conosco. Nós ( sim, eu me incluo nisso!!) precisamos amar sim, mas antes de qualquer coisa, a nós mesmas, porque é respeitando a si e aos seus limites que respeitamos os limites do outro. E creio ( isso já é coisa minha, nem todo mundo pensa assim) que se o limite do outro esbarra com o meu e a coisa se torna angustiante, ao invés de eu formar uma guerra para o outro mudar seus pontos de vista e se adaptar a mim, eu prefiro levantar e sair em respeito a mim e em respeito a ele.

Tudo se acerta, tudo se ajeita, não se pode é forçar a barra em nome de uma espiritualidade pois já foi provado por A+B que isso não dá certo. Então creio que o primeiro passo para o caminho do amor é a sinceridade e o respeito.Eu não acredito em tolerância. Eu não quero tolerar você. Eu quero respeitar e amar você. Como disse o Carpinejar no Twitter dias desses: A tolerância é uma compreensão com prazo de validade.”

É eu ando muito pensativa sobre essas coisas...

2 comentários:

Srtª Bêêh disse...

Concordo que não somos feitos apenas do amor e que, talvez, este nem seja o objetivo principal na vida, mas se também não deixa de ser algo essencial para que possamos continuar de pé, afinal, precisamos ter amor a vida para suportar tantas coisas das quais somos nos são impostas.
Não necessáriamente precisamos amar as pessoas só por gostos em comum, mas é importante saber conviver com elas, para que não haja conflitos. Às vezes eu penso nisso também... por muitas vezes me pergunto se tolerância e amor andam juntos, mas eu acho que... quando ama você não só tolera, mas aceita. ^.^

Beijiinhos!

Srtª Bêêh

Iony disse...

oi Beee! Pois é...ando pensando na linha tenue q separaa tolerancia e a aceitação, sabe? Vamos matutando!!

Bjos!