sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma jogada triste de tarot

Ontem eu cedi e joguei tarot para uma pessoa que vinha me cercando há um tempo. Que jogada triste. Qto mais cartas apareciam, mais obvia ficava a história da pessoa (que já era bem óbvia por sinal!!). Eu me impressiono em como as mulheres novas (diga-se na média dos 30 anos, por aí...) ainda caem nas mesmas armadilhas que nossas mães ou avós caiam. O complexo de Cinderela, o querer ter uma família como nas propagandas de mergarina, o querer que o outro seja o total responsavel pela nossa felicidade e os maiores cliches dos últimos séculos.Foi um momento cheio de coisas obvias que estouravam na cara de quem se fingia de desentendido.


Ela me perguntou pq não era feliz. Eu respondi com o óbvio, que ela dependia de terceiros para isso, que não se via como dona da propra vida e que ensse ritmo a felicidade ia ficar cada vez mais longe. De fato ela queria receitas de bolo, mas existe receita para autoestima e autoconfiança?E entre muitas carta da Morte e do Diabo eu via que aquela pessoa simplesmente não quer mudar, se rendeu e está caminhando para um estadod e doença muito sério onde sofre ela e todos aà sua volta. Não há como ajudar quem não quer ser ajudado. E o pior de tudo é que é uma pessoa esclarecida, então quando se toca em determinados assuntos ela até finge que não entende,mas entende muito bem e talvez seja isso que doa tanto.

E ali eu vi o desespero, a agonia, a angustia e a doença. E pensei em como a gente se trai em nome de pouca coisa. Pensei tb em como a vida que é uma coisa imensa, pode se resumir num grande vazio. E quem está de fora, óbvio, ve as coisas com mais clareza, mas eu não estava ali pra carregar ninguem pelas mãos, pq o caminho se traça e se trilha sozinho. O que eu oude fazer eu fiz, mostrei o erro e apontei o caminho. Se ela preferiu se fazer de desentendida e continuar na postura de vítima, aí já não é comigo.

Terminada a jogada, trocamos palavras sobre alguns assuntos corriqueiros e sabe-se lá pq caimos no assunto velhice e o processo de envelhecimento. E sabendo que ela possui um filho lhe joguei a seguinte questão: qdo vc estiver velha, vc quer que se filho tenha orgulho ou pena de vc? E fui embora.

Pra quem joga cartas por oficio, aqui vai uma salva de palmas.É uma coisa muito dura e impressionante mesmo. Parabens a quem escolheu esse oficio.

Um comentário:

eu sou anfibia disse...

tem duas coisas aqui, querida.

uma: os clichês cretinos se repetem porque a 'lealdade feminina' continua não existindo. as mulheres não explicam às suas filhas o que lhes aconteceu e as armadilhas básicas da patrix que estão aí pra nos pegar. então, tudo se repete.

duas: tbm tenho pensado bastante sobre padrões... visíveis com muita facilidade num mapa astral, por exemplo. não tem leitura de tarot nem sessão terapêutica que vá mudar a padronagem da pessoa, mesmo que estes padrões estejam provocando problemas físicos ou psicológicos. então, minha querida, ou a gente lamenta e deixa pra lá, quando não é ninguém importante, ou ama aquela pessoa assim mesmo. porque afinal nossos padrões tbm estão ON, vc sabe.

um grande bj, tem muitas reflexões interessantes por aqui!!