segunda-feira, 26 de novembro de 2012

" Dando o braço a torcer"




Dia desses  passei muito tempo conversando com minha mãe sobre como eu achava que não se mudava extremamente por se estar grávida e em como eu mudei minha opinião sobe isso em 9 meses. Ou seja, tive que dar meu braço a torcer em alguns pontos.

Chega um ponto na gravidez (e isso não me foi premeditado ) em que me peguei não dando importância à coisas que me eram extremamente importantes há uns meses atrás. Não me importa mais o que passou, os rancores acumulados, se falaram mal de mim,se foram falsos comigo, se me fizeram chorar. Não,eu não me tornei uma pessoa boazinha!! Eu só optei por zerar a conta por mim e não pelos outros. Eu não decidi isso. Aconteceu. Quando eu vi já estava lá.Acredito que é por agora ter em minha vida outras prioridades para comigo mesma.E nem estou falando de essa prioridade ser o filho em si.Falo de ter prioridades pessoais, de ser uma pessoa com outros pontos de vista sobre o mundo.

Acho que a gestação é um processo iniciático e como tal você não sai dele a mesma pessoa de forma alguma.E foi isso que percebi.Nessa reta final eu não sou (não mesmo!!) a mesma pessoa que era em Abril,por exemplo. “Ah, mas ninguém se banha no mesmo rio duas vezes!”você pode estar pensando isso. Verdade. Todo dia acordamos uma nova pessoa.Mas,nem sempre conseguimos manter isso. Portanto, deixei fluir e quando percebi, já estava sólido. É complicado explicar sem cair no clichê. Eu só consigo pensar que é um processo iniciático e que muito do processo só se percebe/entende, depois que acaba. Acredito fortemente que eu já estava nesse caminho e a gravidez foi um catalisador dessa transformação.Algo que poderia demorar 10 anos (ou nem acontecer) se resolveu bem em 9 meses. Só a gravidez faz isso? Não faço a menor ideia porque eu só sei de mim. Penso que se nos abrimos podemos passar por vários processos iniciáticos e mensurar o que acontece com o outro, é muita crueldade.Por isso só posso falar de mim. Existem processos que eu jamais saberei como são e tudo bem por isso. Só que infelizmente há a condenação, há quem não entenda,há quem desconfie. Não dá para agradar a todos, é fato,mas eu só peço respeito.

Enfim, estou feliz e principalmente, estou leve como talvez eu nunca tenha estado nessa vida. Perceber que ciclos se findam e perceber que nada fica ali na montanha de lixo, é abrir espaço para o novo. Não sou santa,nem quero ser. Tenho fúria, rancores(hoje bem menores) e pedras nas mãos.Mas aprendi a soltar as amarras e voar.Não sou ingênua,sei onde piso pois quem já caiu pelo caminho pisa mais firme e mais certo. Eu escolhi fazer o meu melhor, dar o meu melhor e receber o melhor que estiver por aí; por mim e pelo meu filho.

2 comentários:

Strega Mamma disse...

Ola ! Vim também conhecer este outro cantinho, que também é especial.
Aguardo-a com chá e bolo ( em dias de calor suco ou salada de frutas) lá no blog ! Abraços ! Liz

Samara disse...

Iony, parabéns pelo Sikander!! :)

Por favor, depois nos deixe um relato da sua iniciação. O reino da partolândia ;)

beijos!