segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

No vapor da xícara de chá



Eu tenho medo de pessoas.Pessoas são imprevisíveis.Pessoas amam hoje e odeiam amanhã.Pessoas não perdoam deslizes e te fazem cobranças.

Eu tenho calos na alma. Calos que doem cada vez que alguém se aproxima de braços e sorrisos abertos. Quanto isso vai me custar? Quanto isso vai me machucar. Eu tenho calos na alma.
Hoje você é a amiga da última semana.Amanhã você é assunto de chacota no WatsApp. É,eu tenho medo de pessoas.Só eu sei o porque desse medo medonho que já me paralisou por tanto tempo. Eu não me entrego.Onde já se viu a besta fera se entregar ao predador. Mas às vezes eu não consigo decidir quem é presa e quem é o predador.

Então eu saio de cena mesmo estando em cena.Representamos papeis. O tempo todo representamos papeis.Até quando pensando que não representamos, representamos papeis. Ali no canto escuro do nosso mais secreto esconderijo... representamos papeis.

E eu tenho medo de ter medo. E esse medo me faz seguir adiante, dando um belo de um foda-se para quem faz de mim assunto,pauta. Como uma bruxa me ensinou: aquilo que você diz de mim,diz mais de ti do que de mim.


E a vida segue para presas e predadores.

Um comentário:

Allan Lucena disse...

Hahahahaha
Eu sou um ator em tempo integral, mas não finjo, nem na cena, imagina na vida?
Ótimo texto amore!
beijos!