quinta-feira, 10 de julho de 2014

Emergir é preciso

Aos poucos a vida entra no eixo. O movimento não é mais o mesmo... mas o que é a mesma coisa agora? Quase nada. Olhando meu filho crescer penso que ele já está fora da barriga há 1 ano e meio e... quanta coisa mudou nele? Descobertas mais rápidas de a velocidade da luz,não há tempo a perder para ele, o mundo é um mar de possibilidades. E porque não (re) descobrir junto?


Nesse primeiro semestre eu andei pela escuridão,desci por caminhos que pensei que nunca teriam fim. Foi doloroso demais. Um dia quando tudo parecia derrota,eu chorei.Chorei feito um bebê sedento pelo colo da mãe.Chorei por um milhão de motivos.Chorei sem conseguir controlar. Meu pequeno entrou no quarto e me viu chorando.Ele sabiamente tocou minha perna e me olhou.Um olhar de amparo como eu nunca havia visto antes. Ninguém espera esse ato de um bebê de 1 ano e pouco! Mas ele estava lá,com a estampa da solidariedade na sua face e aquilo me trouxe alivio e a certeza de que meu filho e eu estamos conectados profundamente. Não há vergonha em ser quem se é ,às vezes a gente desaba mesmo. A partir desse ocorrido eu comecei a subir novamente,devagar e identificando cada pedaço de chão lodoso pisado. Ainda não cheguei ao topo,mas daqui eu já posso ver e sentir um pouco dos raios de sol. Raios outonais,mornos,tímidos,mas o Sol sempre será Sol. Às vezes eu paro a subida,sinto cansaço e questiono o porque disso tudo. Um tempo depois um sentimento de resiliencia me invade e eu penso que sim,vou me (re)compor. Estou no caminho! 



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