segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Bruxa e o Clima



[...] em tempos de estiagem, os cristãos cultivavam o hábito de mergulhar cruzes e outras relíquias religiosas na água-benta como uma forma de encorajar a chuva. Não resta dúvida de que esta prática deriva de um outro costume cristão, muito mais antigo, que consistia em mergulhar as imagens dos santos nas águas dos rios, como uma forma de rogo ao céu, para que fosse dado um fim na estiagem.

A curiosa relação entre magia climática e os antigos cristãos evidencia-se no trecho do livro The Encyclopedia os Witches and Witchcraft, de Rosemary Ellen Guley:

A Igreja Medieval proibia os tratamentos supersticiosos da feitiçaria como, por exemplo, o de fazer chover, em virtude de suas associações pagãs. No entanto, o que esta mesma Igreja recomendava não passava de outras pequenas superstições, acrescidas de sacramentos e rituais, cujo único objetivo era o de substituir os encantamentos pelas orações cristãs. Portanto, em essência, este procedimento era igual ao do tratamento pagão, embora vestido com a roupagem cristã.


 Gerina Dunwich - Desvendando a Arte dos Feitiços

2 comentários:

Allan Lucena disse...

Assim como tantas outros ritos e costumes foram adaptados nos ritos cristãos, eu acredito que continuamos a fazer isso mesmo na era digital.
Não vejo problema, nem nada de errado nisso, afinal de contas o que se acredita e que convém, deve perpetuar. `^^´
Beijos!

Jamile disse...

Curioso... ontem mesmo estava lendo que os europeus achavam que as tempestades no mar não eram de Deus. Eram, obviamente, provocados por alguma bruxa. A receita era dizer algumas palavras mágicas enquanto se jogava um gato no mar.